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KABIL leva projeto de lítio de US$ 24 milhões na Argentina à exploração profunda

A mineradora estatal indiana detém direitos de exploração e exclusividade sobre cinco blocos de salmoura de lítio que cobrem 15.703 hectares em Catamarca, mas a perfuração ainda precisa comprovar a existência de um recurso comercialmente viável.

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A Khanij Bidesh India Limited, ou KABIL, leva sua primeira iniciativa de lítio no exterior do controle contratual à exploração profunda na Argentina. A companhia estatal detém direitos de exploração e exclusividade sobre cinco blocos de salmoura em Catamarca, em um projeto orçado em cerca de ₹ 2 bilhões, aproximadamente US$ 24 milhões.

O portfólio reúne Cortadera-I, Cortadera-VI, Cortadera-VII, Cortadera-VIII e Cateo-2022-01810132. Juntos, os blocos cobrem cerca de 15.703 hectares perto de Fiambalá, no departamento de Tinogasta, dentro da porção argentina do triângulo sul-americano do lítio.

A KABIL assinou em janeiro de 2024 o acordo de exploração e desenvolvimento com a Catamarca Minera y Energética Sociedad del Estado, ou CAMYEN, empresa provincial de mineração e energia. O contrato concede ao empreendimento indiano exclusividade para avaliar, prospectar e explorar os blocos; os direitos de exploração comercial só ganham relevância se houver descoberta de lítio e obtenção das aprovações necessárias.

Uma autorização ambiental concedida em abril de 2026 abriu caminho para poços, levantamentos e perfuração exploratória destinados a determinar o volume e a qualidade das salmouras. O plano apresentado localmente incluiu 11 furos de aproximadamente 800 metros e investimento preliminar de até US$ 4 milhões na etapa de perfuração, uma fração do compromisso total.

A KABIL é uma joint venture 40:30:30 da National Aluminium Company, Hindustan Copper e Mineral Exploration and Consultancy Limited. Criada em 2019 sob o Ministério de Minas da Índia, deve identificar e desenvolver ativos minerais no exterior capazes de fortalecer o abastecimento da indústria indiana; o acordo de Catamarca é o primeiro projeto estrangeiro de exploração e mineração de lítio conduzido por uma estatal do país.

O acesso ao lítio importa para as ambições indianas em veículos elétricos e armazenamento estacionário, mas deter direitos de exploração ainda não garante material com padrão para baterias. Os resultados precisam sustentar um modelo de recursos, e qualquer mina ainda exigiria estudos técnicos, licenças adicionais, capacidade de processamento, infraestrutura, financiamento e uma rota comercial para inserir o lítio na cadeia de valor indiana.

Catamarca ganha um investidor estatal estrangeiro e preserva participação direta por meio da CAMYEN. A KABIL anunciou um escritório em Fiambalá, diálogo com moradores e a intenção de priorizar trabalhadores e fornecedores locais, enquanto desempenho ambiental, consulta comunitária, gestão da água e volatilidade do preço do lítio continuam sendo riscos materiais de execução.

A próxima fase decisiva é física: concluir a perfuração, analisar a química das salmouras e definir se as concentrações recuperáveis justificam estudos de viabilidade. A meta de iniciar a produção por volta de 2029 permanece condicionada a esses resultados e às aprovações posteriores. Até lá, a operação representa acesso estratégico a terreno prospectivo, não um fornecimento confirmado de lítio.