A Continental Resources assinou um acordo de princípios para adquirir 50% da Phoenix Global Resources da Mercuria e formar uma joint venture paritária focada no shale argentino de Vaca Muerta. O valor da transação não foi divulgado.
O documento registra as intenções atuais das partes, não uma aquisição concluída. O fechamento depende de negociar e assinar contratos definitivos, cumprir condições aplicáveis e obter aprovações regulatórias, portanto a mudança de propriedade ainda é proposta.
Se concluída, Continental e Mercuria terão metade da operadora cada. Os parceiros esperam investir mais de US$ 4 bilhões em cinco anos e elevar a produção da Phoenix de mais de 28 mil para acima de 100 mil barris de óleo equivalente por dia.
O portfólio combinado abrangeria cerca de 163 mil acres líquidos em seis blocos. Reuniria Mata Mora Norte, Mata Mora Sur, Confluencia Norte e Confluencia Sur, a participação da Continental em Los Toldos II Oeste e interesses adicionais em Bajo del Toro Este.
Os ativos devem buscar qualificação no Regime de Incentivo para Grandes Investimentos da Argentina, que oferece benefícios fiscais e jurídicos. A qualificação é esperada, não garantida, e dependerá do processo governamental aplicável.
O plano é a terceira operação argentina do fundador Harold Hamm desde novembro de 2025. A Continental primeiro comprou ativos da Pluspetrol e depois tomou participações em blocos operados pela Pan American Energy, construindo sua posição por aquisições e parcerias.
A desregulamentação e os incentivos do presidente Javier Milei contribuíram para o interesse da Continental, segundo a direção. A tese também depende da qualidade do recurso, da infraestrutura e da alta da produção argentina, não apenas das promessas atuais de política.
Mercuria e Continental já são sócias no projeto elétrico a gás Pecos, de 452 megawatts, no Texas, criando uma base para a aliança proposta. A ambição é relevante, mas o marco imediato são documentos vinculantes e aprovações, não a meta de produção.