A Federal Communications Commission aprovou o acordo de US$ 11,5 bilhões para a Amazon Leo adquirir a Globalstar, etapa regulatória importante na tentativa de competir com a Starlink. A autorização avança a operação, mas não prova que todas as condições de fechamento já foram cumpridas.
A Amazon Leo traz uma constelação em expansão. Lançou quase 400 satélites desde abril de 2025, planeja milhares até 2029 e pediu autorização para até 5.105. A Amazon comprometeu mais de US$ 10 bilhões e prepara serviços comerciais para o fim de 2026.
A Globalstar soma cerca de duas dezenas de satélites operacionais e espectro móvel licenciado, recursos difíceis de reproduzir. Eles aceleram conectividade direta ao aparelho e também apoiam banda larga fixa e móvel com terminais dedicados.
A distância competitiva continua grande. A Starlink opera mais de 11 mil satélites e tem base comercial, enquanto a Amazon passa do lançamento ao serviço. A compra não iguala escala, mas acrescenta espectro, experiência, clientes e entrada nos celulares.
A Apple concentra o risco de continuidade. A Globalstar fornece Emergency SOS e Find My para iPhone e Apple Watch. A Apple investiu cerca de US$ 1,5 bilhão em 2024, recebeu 20% e respondeu por aproximadamente 63% da receita no ano passado.
A Amazon afirma ter acordado com a Apple a manutenção dos serviços e planeja comprar sua participação. Isso reduz risco de interrupção, mas capacidade, qualidade e termos futuros determinarão se a continuidade contratual funciona na prática.
A operação também envolve política de espectro. A FCC prepara leilão para serviços diretos aos aparelhos. Mais espectro pode ampliar concorrência, mas implantação depende de celulares compatíveis, redes terrestres, capacidade orbital, controle de interferência e economia viável.
As próximas provas serão fechamento, integração, lançamento, satélites, espectro e o acordo com a Apple. A decisão aceita o caso regulatório; não prova que a Amazon igualará a Starlink, cumprirá 2029 ou obterá retorno adequado.