A Chevron confirmou uma descoberta de petróleo e condensado de gás no poço exploratório 105-4X do Bloco 0, no mar de Angola. Sua subsidiária Cabinda Gulf Oil Company Limited perfurou no Baixo Congo, estendendo um programa apoiado em infraestrutura produtiva existente.
O poço encontrou uma coluna de petróleo e condensado superior a 600 metros, ou 2.000 pés, no reservatório principal Pinda. Mais de 90 metros, ou 300 pés, foram descritos como espessura líquida de excelente qualidade, distinta da coluna total com hidrocarbonetos.
As medidas confirmam hidrocarbonetos e espessura no ponto, mas não são estimativa de reservas. Não foram anunciados volume recuperável, vazão de teste, orçamento, aprovação do projeto ou data do primeiro óleo; a escala comercial ainda precisa ser estabelecida pela avaliação.
A descoberta será estudada para possível conexão às instalações próximas da Chevron. Reutilizar plataformas, dutos e processamento pode reduzir prazo e capital ante um desenvolvimento independente, mas a conexão é opção em análise, não projeto aprovado.
A Cabinda Gulf Oil Company opera o Bloco 0 com 39,2% de participação. Sonangol E&P detém 41%, TotalEnergies 10% e Azule Energy 9,8%; decisões técnicas e de investimento envolvem o consórcio, embora a subsidiária da Chevron seja operadora.
A Chevron produz hoje cerca de 300 mil barris de óleo equivalente por dia, líquidos à sua participação, na África Subsaariana. O número descreve o portfólio regional existente e não deve ser lido como produção de 105-4X, descoberta sem perfil produtivo divulgado.
A empresa também ampliou o inventário regional: entrou em PPL2000 e PPL2001 na Nigéria, recebeu o bloco profundo PPL2010, garantiu três blocos na Guiné-Bissau e cinco licenças de reconhecimento na Guiné Equatorial. Houve três sucessos de exploração próximos na Nigéria desde o fim de 2024.
Mais poços estão previstos em Angola e na região, incluindo Nabba-1X de alto impacto em PEL90, na Namíbia, antes do fim do ano. O valor de 105-4X dependerá da avaliação, volumes recuperáveis, aprovação dos sócios, economia da conexão e tempo até produzir.