O Wells Fargo informou alta de 17% no lucro do segundo trimestre, apoiado por maior crescimento dos empréstimos, receita líquida de juros mais alta e atividade de mercados. O lucro líquido subiu para US$ 6,41 bilhões, ou US$ 2,00 por ação, ante US$ 5,49 bilhões um ano antes.
A receita líquida de juros avançou 5%, para US$ 12,32 bilhões, enquanto os empréstimos médios cresceram 12%. Os números mostram um banco se beneficiando da expansão do balanço após a remoção do limite de ativos de US$ 1,95 trilhão.
A receita de Markets subiu 24%, para US$ 2,21 bilhões, e os fees de banco de investimento cresceram 35%, para US$ 939 milhões. Dívida, ações e trading deram ao trimestre um segundo motor de lucro além do crédito tradicional.
A reação foi mista porque o guidance anual ficou inalterado e investidores observaram pressão na margem financeira. O crescimento dos empréstimos pode elevar receita, mas as margens definem a rentabilidade duradoura.
Para o Wells Fargo, o próximo teste é execução. O banco tem mais espaço para crescer, mas a qualidade dependerá de disciplina de crédito, custos de depósitos, atividade de mercado e rentabilidade dos novos negócios.